O mercado "trilhonário" do Wellness
Bússola de Notícias da saúde | Edição #72
Olá,
A pauta desta semana revela três movimentos que ajudam a compreender a reconfiguração do setor de saúde sob a ótica econômica. De um lado, o avanço do mercado trilionário do Wellness, impulsionado por prevenção, longevidade e personalização. De outro, a pressão competitiva que já impacta segmentos tradicionais, como as farmácias independentes, onde crescimento de lojas não tem se traduzido em aumento proporcional de lucratividade.
No centro desse cenário está uma questão estrutural: Gestão
O próprio debate proposto pela Commerciare Gestão no texto “O receio dos profissionais de saúde em assumirem o papel de empresários” evidencia um dilema cada vez mais decisivo. Em um mercado que cresce, mas também se sofistica e se torna mais competitivo, competência técnica isolada já não garante sustentabilidade.
Sem mais delongas, vamos aos destaques da saúde no Brasil nesta semana!
Mercado wellness cresce, redefine padrões de consumo e impulsiona novo modelo de saúde integral no Brasil
O mercado global de wellness está em forte expansão, com estimativa de movimentar cerca de US$ 5,6 trihões e podendo chegar a US$ 9 trilhões até 2028, e o Brasil já figura entre os maiores consumidores desse segmento.
Essa expansão reflete uma mudança no comportamento do consumidor, que busca saúde integral, preventiva e personalizada, indo além da medicina tradicional curativa.
Medicina S/A (clique para ler a matéria completa)
56% das farmácias independentes tiveram lucro reduzido em 4 anos
O segmento de farmácias independentes no Brasil tem enfrentado retração estrutural, com mais unidades fechando do que abrindo, enquanto redes maiores e modelos associativos crescem e profissionalizam a operação.
Pesquisa recente mostra que 56% das independentes tiveram queda de lucro nos últimos anos, em grande parte pela forte concorrência, desafios de fluxo de caixa e falta de estratégias claras. A digitalização e o fortalecimento de associações oferecem vantagens competitivas às farmácias associadas, ampliando negociação e uso de dados, o que pressiona ainda mais os pequenos negócios.
Esse cenário reforça que a sustentabilidade das independentes depende de gestão mais profissional, adaptação às mudanças de consumo e capacidade de competir com grandes redes e canais digitais.
Medicina S/A clique para ler a materia completa
O receio dos profissionais de saúde em assumirem o papel de empresários
O setor de saúde representa cerca de 9% do PIB brasileiro, mas muitos profissionais ainda resistem a assumir a gestão de suas próprias clínicas. Formados para a assistência, enfrentam um mercado competitivo que exige domínio financeiro, posicionamento estratégico e eficiência operacional. Com o aumento da oferta em segmentos como estética, a pressão por preço e margem torna a gestão decisiva para a sustentabilidade.
O dilema entre vocação clínica e visão empresarial impacta diretamente crescimento e rentabilidade. Na saúde privada, excelência técnica sem gestão estruturada já não garante continuidade do negócio.
Commerciare Gestão (Clique aqui para ler)
Para refletir…
Wellness em expansão, varejo farmacêutico sob pressão e profissionais divididos entre assistência e gestão compõem o mesmo pano de fundo: a necessidade de visão empresarial clara para proteger margem, posicionamento e continuidade no longo prazo.
Até semana que vem!





