Mentalidade empreendedora e motivação não resolvem empresas em crise ou falência
Empresas com problemas precisam de gestão e líderes preparados para estarem a frente de pessoas.
Nos últimos anos, a educação empresarial ganhou muita força, especialmente com conteúdos sobre motivação, mentalidade empreendedora, propósito e alta performance. Isso tem seu valor.
Mas existe uma pergunta que quase ninguém responde com honestidade: e depois?
Depois que a energia da palestra passa, o resultado do mês continua dependendo do básico: definir prioridades, transformar intenção em plano, acompanhar números, ler relatórios, analisar cenários e tomar decisões com critério.
Quando o gestor não domina a gestão da sua operação, as coisas andam sempre no modo “apagar incêndio", volume grande de retrabalho e as metas que nunca se sustentam e são atingidas.
Se temos um alto percentual de empresas deixando de existir todos os anos, será que esse modelo educacional dos últimos 10 anos realmente fez sentido para a classe empresarial e para as lideranças?
Os dados de falência das empresas nos mostram o quanto problemas de gestão se tornaram um dos principais fatores que afetam as empresas brasileiras e levam parte delas à falência.
Segundo o Sebrae, ainda é grande o número de empresas que não conseguem sobreviver, e os dados mostram que a mortalidade é relevante mesmo entre pequenos negócios: 29% dos MEIs, 21,6% das microempresas e 17% das empresas de pequeno porte fecham após cinco anos de atividade.
No diagnóstico do Sebrae, além de fatores externos, como a pandemia, aparecem fatores diretamente ligados à gestão, como planejamento deficiente e gestão do negócio deficiente, associados a menor capacitação, menor iniciativa de aperfeiçoamento e menor acesso ao crédito. Ou seja, boa parte dos fechamentos não acontece apenas por “mercado difícil”, mas por falta de método e disciplina de gestão no dia a dia.
Acreditamos no potencial da gestão como a principal ferramenta e conhecimento capaz de promover transformações nas organizações, sejam elas da saúde ou de qualquer outro segmento de mercado.
A Escola de Gestão da Commerciare nasce exatamente para ajustar isso.
Ela parte de uma constatação simples, construída na prática: empresas sustentáveis não crescem por acaso; elas crescem porque têm gestão bem aplicada. E, na rotina dos serviços de saúde, é comum ver equipes sendo cobradas por resultado sem ter método, rotina, números e clareza de prioridades.
O objetivo da Escola é direto: ensinar gestão, somente isso.
Formar líderes, equipes e pessoas estratégicas com base em três pilares: método, números e prática, para transformar estratégia em execução e fazer do resultado uma consequência.
O que já foi feito até aqui
Após a concepção deste projeto, iniciamos, de forma ousada, um programa educacional para todo o ano de 2026.
Construímos um calendário de cursos que ensina ferramentas, práticas e visões sobre gestão de negócios de forma estratégica. Para saber como participar dos nossos 12 cursos, com um encontro por mês ao longo do ano, venha fazer parte da nossa comunidade da Escola de Gestão clicando aqui.
Em janeiro, realizamos o curso Planejamento que sai do papel, com um objetivo muito claro: transformar intenção em execução. Em vez de um planejamento “bonito” e genérico, o encontro foi construído para ajudar gestores e líderes a definirem direção e foco, escolhendo poucos objetivos relevantes para o ano e evitando o erro comum de abraçar muitas prioridades ao mesmo tempo.
Na parte prática, trabalhamos a estrutura de metas mensuráveis, conectadas a indicadores, com número, prazo e responsável. O foco foi mostrar que meta não é frase, é compromisso. Também discutimos como alinhar essas metas à realidade da operação, considerando capacidade, recursos e gargalos, para evitar planos inviáveis que geram frustração e retrabalho.
Por fim, consolidamos o que sustenta qualquer planejamento: rituais de gestão. Estruturamos rotinas simples de acompanhamento semanal e mensal, com pauta objetiva, responsáveis e registro de decisões. A proposta foi que cada participante saísse com um plano executável e com cadência definida, para que a gestão não dependesse de motivação, mas de método.
Em fevereiro, avançamos com o curso Indicadores que orientam ação, aprofundando a base que mantém o planejamento vivo ao longo do ano. O encontro foi direcionado a tirar os participantes do “excesso de números” e ensinar como escolher poucos KPIs críticos, aqueles que realmente mudam a decisão e impactam resultado.
Trabalhamos conceitos fundamentais, como a diferença entre indicadores de resultado e indicadores de direção, e como construir um KPI de verdade, com definição clara, fórmula simples, baseline, meta, responsável e periodicidade. A ideia foi mostrar que indicador não é “informação para acompanhar”, mas um instrumento de gestão que precisa ter consequência prática.
Na parte aplicada, montamos um painel simples e definimos uma rotina semanal de leitura e ajuste, com perguntas e pauta para transformar números em ações. O objetivo foi sair do relatório que “fica no e-mail” e criar um sistema de gestão que gera decisão, correção de rota e consistência, semana após semana.
E seguimos com um calendário anual que consolida as competências que sustentam resultado: relatórios, tomada de decisão, redução de retrabalho, comercial com previsibilidade, precificação estratégica, experiência do paciente, operação enxuta, orçamento e metas, entre outros temas.
Se você é gestor, líder, empreendedor ou profissional de saúde e quer ampliar seu repertório de gestão com prática e ferramentas aplicáveis, acompanhe a nossa Escola de Gestão. Nossos cursos e ferramentas podem apoiar você na sua missão de liderar pessoas, processos, departamentos e organizações com mais clareza, método e previsibilidade.
Para receber a agenda completa, materiais e avisos dos próximos encontros, faça parte da nossa comunidade e acompanhe a Escola junto com outros líderes do mercado. Clique aqui para começar a acompanhar imediatamente.





